quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

EXUS e POMBO-GIRAS ANJOS ou DEMÔNIOS

Doutrinados nas leis da Umbanda, os Exus e Pombo-Giras são emissários, elo enter os homens e os Orisá, subordinados às energias superiores, com as leis divinas e estagiam em graus médios da espiritualidade, praticando o bem, caminhando na luz em busca da sua própria evolução. Trilham no astral inferior apenas para combater o mal, desfazem feitiços,  trabalhos de magia negra em pessoas e ambientes; resgatam os espíritos malignos e obsessores  responsáveis  por separação de casais, vício de bebidas e drogas etc. Os Exus encaminham esses espíritos a um guardião-chefe onde passam por uma triagem e após se redimirem de seus erros, são batizados e preparados para cumprir sua missão, juntamente com o Exu que  lhes resgatou. Esses Exus no cumprimento das suas missões, evoluem; são coroados e recebem por méritos de seu sacrifício, a condição de progrediram como elementos da linha positiva. É comum ouvir dizer que sem Exu não se nada. Isso se dá pelo fato destas entidades estarem a frente dos combates espirituais prestando defesa e proteção, e não porque são vingadores, ou forças do mal, como a maior parte das lendas nos leva a pensar. Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu é inferior ao dos caboclos, preto-velhos etc.. o que também não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua força de incorporação está ou similar à vibração da Terra exigindo dos  médiuns uma concentração diferenciada  da que possam sentir ao incorporarem um caboclo, fato é que quanto mais evoluído for a entidade a ser incorporada,mais sutil sera a incorporação e a energia sentida. Há também de se lembrar que quando um médium incorpora um Exu ou Pomo-gira, ele está ativando seu chackras inferiores, e se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, poderá interferir na incorporação; ele dará vasão aos seus sentimentos menores, transferindo pra o Exu o seu tipo de comportamento e neste caso não há duvidas! O médium está  mistificando um ato sagrado da espiritualidade. Outo aspecto a ressaltar é que esse estágio espiritual onde se encontra  Exu em nada o impede de trabalhar harmoniosamente com as entidades mais evoluídas, até porque a questão hierárquica no Plano Astral é sublimada; lá  não existem  disputas pelo poder, pois, todos estão conscientes de suas tarefas e de suas tarefas de seus graus. Bom agora que já transcorremos de forma esclarecedora sobre o tema, conheça sobre alguns guardiões e suas falanges.
                                                    

                                       CORRENTES DOS EXUS E POMBO-GIRAS

Tranca Ruas   -   Falange das Almas
Tiriri              -    Falange das encruzilhadas das Matas
Sete Encruzilhadas -  Falange das Encruzilhadas
Meia Noite    -    Falange dos Cruzeiros
Maria Padilha  -   Falange das Alma
Sete Saias   -    Falange das Encruzilhadas
Maria Mulambo   -   Falange da Lira














domingo, 1 de fevereiro de 2015

Oxóssi o Grande Caçador


Senhor das matas, das úmidas florestas, é o maior entre todos os caçadores, provedor de sua gente e Orisá da fartura e da alimentação. com Ogum, aprendeu a arte da caça e com empenho e destreza tornou-se o ícone da perfeição o caçador de uma unica flecha, que jamais erra seu alvo. Odé significa "caçador", é o titulo de Oxóssi por excelência, mas o nome com o qual este Orixá conhecido no Brasil revela todo seu poder numa das mais belas histórias que a Africa nos legou. Quando o reino de Ifé preparava -se para festa dos inhames novos, Odudua, o grande rei, vestiu-se com pompa ao lado de sua corte e foi festejar  com o povo. Tudo estava bem até que as Iyami , dona dos pássaros da noite, mandaram uma ave gigantesca, de péssimo agouro, para aterrorizar a cidade, trazendo serias consequências a mesma. O pássaro assustador pousou no topo do palácio ai começou desespero, tragedias ocorreram em Ifé, foi quando chamaram, para destruir o pássaro o caçador de 20 fechas  Oxó Togum que não conseguiu acertar o enorme pássaro, Então chamaram o caçador de 40 flechas Oxó Togi que não teve exito, chamaram outro caçador Oxó Todotá este com 50 flechas mas também fracassou o rei apavorado mandou que chamassem Oxó Tocanxoxô caçador de 1 flecha. Oxó Tocanxoxô era filho único sua mãe sabendo que seu filho corria risco de vida consultou um babalaô que disse seu filho está a um passo da morte ou da riqueza faça uma oferenda e a morte vai se transformar em riqueza. Ela foi a uma estrada e ofereceu uma galinha com o peito aberto às Iyami e ela repetiu três vezes; que o peito do pássaro receba essa oferenda, e no momento que o peito do pássaro se abriu pra receber a oferenda, recebeu a flechada, certeira do caçador e o pássaro morreu.
O povo feliz, começou a gritar Oxó Ussi que significa o "guardião do povo", e dessa expressão derivou o nome de Oxóssi. Garantir alimentação  ao seu povo é a grande virtude desse Orisá Oxóssi protege o caçador e a caça pois os dois pertence ao mesmo espaço. A preservação das matas e das florestas, e da natureza é sua missão, ele também é rei e o senhor de Kêtu. Orisá referenciado em todos terreiros desta nação Oxóssi é também um orisá avesso a morte ele é a expressão da própria vida, para ele não importa o quanto se viva desde que se viva intensamente,para contar com a proteção de Oxóssi pode envocá-lo com o seguinte oriqui: Orisá quando fecha não abre caminho, caçador que come cabeça de bicho, caçador que come coco e milho. Mora em casa de barro, mora em casa de folha, Orisá da pele fresca, quando entra na mata, o mato se agita. Ofá- o seu fuzil,uma fecha contra o fogo, e o fogo apagou. Uma flecha contra o sol, e o sol sumiu..-Okê ARÔ!!! Oxóssi é uma longa estrada, que termina numa grande mata, representa a continuidade o desenvolvimento da natureza. Oxóssi é a busca incessante do homem, mas o homem se perde no tempo, enquanto Oxóssi continua na construção da civilização.

Ogum o Desbravador


Entre os orisá da floresta, Ogum é o pioneiro; o primeiro e maior entre todos os caçadores, o Orisá que que abril as picadas na mata e conduziu a humanidade à civilização e ao progresso. Contudo, ao descobrir os prazeres da guerra e da conquista, Ogum percebeu sua grande vocação e utilizou sua arte, a de ferreiro, para produzir suas armas que garantiriam a vida e o sustento dos seres humanos. Com suas habilidades de ferreiro,  Ogum não criou apenas espadas e lanças, fez também arados, enxadas, pás e outros instrumentos indispensáveis para o plantio. Portanto, a grande guerra de Ogum é pela sobrevivência e suas "armas"não visam à destruição, pelo contrario, são utensílios que constroem, seja as leiras do campos campos cultiváveis, auxiliando nas plantações, seja o progresso, representado pelas estradas e pela tecnologia. Ogum é o Orisá que insiste onde todos já desistiram, por seu nome tornou-se sinônimo de guerra e vitória. Na Africa, Ogum reinou na cidade de Irê, expandiu seu território por diversas cidades vizinhas. Ogum chegou a ser regente de Ifé quando Odudua, seu pai, esteva impossibilitado. Não existe na Africa negra cidade que não se curve diante de Ogum, seja por seu poderio militar, seja por sua benevolência e senso de justiça, que nuca permitiu que seu povo sucumbisse à fome. Ogum é o orisá mais cultuado e mais amado em toda Africa. Nas terras de Irê, Ogum era o senhor absoluto. Em sua honra, em determinadas ocasiões, os moradores faziam voto de silêncio, não diziam nenhuma palavra e jejuavam o dia todo. E foi em uns desses dias que Ogum chegou em sua aldeia. Ninguém atendeu os seus pedidos nem respondeu suas perguntas. Ele se irritou e passou a quebrar tudo que achou pela frente, e logo reverteu sua ira contra as pessoas, muitas cabeças rolaram até que seu filho trouxe suas oferendas preferidas e explicou que em sua honra nenhum habitante da cidade deveria falar naquele dia. Então, Ogum lamentou sua violência desenfreada e declarou que já havia vivido bastante. Baixou a ponta de espada ao chão e desapareceu no interior da terra entre ruídos ensurdecedores, e disse algumas palavras que,  repetidas no decorrer de una batalha, o trazem de volta em socorro de quem o evocou, mas se não encontrar inimigo é contra o imprudente que se voltará. Um de seus oriquis pode ser proferido para atrair sua força e dar coragem para enfrentar qualquer batalha, principalmente as batalhas do dia-dia. "Oriqui" - Ogum, tendo água em casa, lava-se com sangue. Os prazeres de Ogum são os combates e as lutas. Ogum come cachorro e bebe vinho de palma, Ogum o violento guerreiro, homem louco com músculos de aço. o terrível deus que se morde a si próprio sem piedade. Ogum que come vermes sem vomitar Ogum que corta qualquer um em pedaços mais ou menos grandes. Ogum que usa um capacete coberto de sangue. Ogum, tu és o medo na floresta e o temor dos caçadores. Ele mata o marido no fogo e a mulher no fogareiro, mata o ladrão e o proprietário da coisa roubada. Mata o proprietário da coisa roubada e quem critica está ação, mata aquele que vende um saco de palha e aquele que compra. OGUNHÊ!!!  Em todos os cantos da Africa negra, Ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com sua bravura. Matou muita gente, mas matou também a fome de muitas pessoas, por isso antes de ser temido, Ogum é amado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Por que Èsú é o primeiro ?


Para que os seres humanos vivam bem neste mundo é preciso estar bem com os deuses. Por isso,
os homens propiciam aos òrisá,oferendas um pouco de tudo que produzem e que é essencial a vida, estás oferendas dos homens aos òrisá estas oferendas tem que chegar até o mundo dos deuses o Òrun o orisá Èsú é o responsável por este transporte. Também é preciso saber se o òrisá está satisfeito pelo que recebeu  descendentes, os seres humanos. Èsú faz essa comunicação traz mensagens é o mensageiro é fundamental para sobrevivência dos mortais receber determinações que os òrisá enviam do àiyé Èsú é o portador orientações e ordens, é o porta voz dos deuses e entre os deuses Èsú faz a ponte entre esse mundo e o mundo dos òrisá, especialmente as consultas oraculares. Como os òrisá interferem em tudo que ocorre neste mundo, incluindo no cotidiano dos viventes e fenômenos  da natureza,nada acontece sem o trabalho  do mensageiro e portador Èsú. Nada se faz sem ele, nenhuma mudança, nem mesmo uma repetição. Sua presença está consignada até mesmo no primeiro ato da Criação: sem Èsú, nada  é possível. O poder de Èsú, é incomensurável.
O sacrifício é o meio pelo qual os humanos se dirigem aos òrisá, e o sacrificio significa a reafirmação dos laços de lealdade, solidariedade e retribuição entre os habitantes do àiyé e os habitantes do Òrun. Sempre que um òrisá é interpelado, Èsú também o é, pois a interpelação de todos se faz por meio dele. É preciso só que ele receba a oferenda, sem a qual  a comunicação não se realiza. a relação homem-òrisá tem como fundamento a materialidade do sacrifício, a concreção da oferenda. Isso é uma definição religiosa, um ponto de partida essencial na concepção africana do sagrado. A própria possibilidade de o homem professar sua religião de òrisá, seja na Africa, no Brasil, ou noutro lugar depende do trabalho de Èsú. como mensageiro dos deuses, Èsú tudo sabe, não há segredos para ele, tudo ele ouve e tudo ele transmite; e pode quase tudo, pois conhece as receitas, todas as formulas, todas as magias. Èsú trabalha para todos, não faz distinção entre aqueles a quem deve prestar serviços por imposição de seu cargo,o que inclui todas as divindades,mais os antepassados e os humanos. Èsú não pode ter preferência por esse ou aquele. Mas talvez o que o distingue de todos os outros deuses é seu caráter de transformador: Èsú é aquele  que tem o poder de quebrar tradição, por as regras em questão romper as norma e promover a mudança. Não é de se estranhar que seja temido e considerado perigoso, posto que se trata daquele que é o próprio principio do movimento,que tudo transforma, que não respeita limites. Assim, tudo o que contraria as normas sociais que regulam o cotidiano passa a ser atributo seu. Èsú carrega qualificações morais e intelectuais próprias do responsável pela manutenção e funcionamento do "status quo", o principio da continuidade garantida pela sexualidade e reprodução humana,mas ao mesmo tempo ele é o inovador que fere as tradições, um ente nada confiável, que se imagina, por conseguinte, ser dotado de caráter instável, duvidoso, interesseiro, turbulento e arrivista. Èsú é o patrono da cópula, que gera filhos e garante a continuidade do povo e a eternidade do homem. Nenhum ou mulher pode se sentir feliz sem uma prole numerosa  e a atividade sexual é decisiva para isso.É da relação intima  com a reprodução e a sexualidade, tão explicitadas pelos símbolos fálicos que o representam, que decorre a construção mistica do gênero libidinoso, lascivo, carnal e desregrado de Èsú-Elegbara. Isso tudo contribuiu enormemente para modelar sua imagem de òrisá  difícil e perigoso, que os cristãos, erroneamente reconheceram como demoníaca. Quando a religião dos òrisá veio a ser praticada no Brasil do século 19 por negros também católicos, todo sistema cristão de pensar o mundo em termos do bem e do mal deu um novo formato a religião africana, no qual  Èsú veio a desempenhar outro papel. A visão "cristã" dos òrisá confundiu Oxalá com Jesus, Iemanjá com Nossa senhora, e outros santos católicos com demais òrisá. Para completar o panteão afro-católico, sobrou para Èsú ser confundido com o diabo. Foi portanto, o sincretismo católicos que deu a Èsú a identidade de um demônio. Mas essa identidade destorcida sempre foi católica, cristã, sincrética. Não tem nada de africana. Para não provocar confusão, bagunçar a cerimonia, como se ele fosse um simples oportunista e arruaceiro. É uma visão bem simplista  e por demais falsa. Èsú antes de tudo é movimento e nada pode acontecer sem ele. Nada pode  portanto, se dar sem a interferência de Èsú por isso ele é sempre o primeiro a ser referenciado: é preciso permitir o movimento para que o evento, seja ele qual for para o bem, o para o mal. esse movimento não é dotado de moralidade, nem poderia ser, pois, se assim fosse o mundo ficaria paralisado, a vida é um pulsar permanente, e em cada passo, em cada mudança  ou retrocesso enfim, Èsú está presente, tudo começa por ele por isso ele sera sempre o primeiro.